Patche de Rima, ou "Rei de Sikó", como é carinhosamente conhecido, encera o último dia do comício do candidato as Presidenciais, JOMAV. O evento aonteceu no espaço Lenox, e contou com mais de centenas de fãs.
Confira tudo, em primeira mão com o blog " Pó di Buli di Tchonco"
O novo primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, vai promove hoje, 28 de Junho, uma marcha desportiva que pretende juntar na capital todos os guineenses "rumo à reconciliação nacional".
A marcha de Bissau irá começar na rotunda do Aeroporto Internacional Osvaldo Vieira e terminará na praça dos Heróis Nacionais com um espetáculo musical. "A iniciativa da marcha rumo à reconciliação nacional é do primeiro-ministro, que quer juntar os guineenses de todas as sensibilidades", referiu Carlos Costa, salientando que Domingos Simões Pereira pretende com a iniciativa "promover a unidade" no país. O primeiro-ministro quer ver na marcha dirigentes e militantes de todos os partidos, membros das igrejas, sindicalistas, desportistas, forças armadas e membros da comunidade internacional.
Pessoalmente Domingos, Simões Pereira tem feito convites a várias individualidades nacionais e internacionais, adiantando que o primeiro-ministro convidou o chefe das Forças Armadas, general António Indjai, a tomar parte no evento.
A organização espera juntar 14 mil pessoas na marcha que se espera que venha ser "um novo arranque" para a Guiné-Bissau.
"Depois da campanha eleitoral, que de certa forma dividiu a família guineense, o primeiro-ministro vê nesta marcha uma oportunidade de mostrarmos unidade".
Domingos Simões Pereira é um conhecido desportista e praticante de futebol. É o atual presidente do clube das velhas glórias do futebol na Guiné-Bissau.
A Guiné-Bissau possui uma herança cultural bastante rica e diversificada. A cultura varia de etnia para etnia, exprimindo-se na diferença linguística, na dança, na expressão artística, na profissão, na tradição musical e até nas manifestações culturais. A dança é, contudo, uma verdadeira expressão artística dos diferentes grupos étnicos.
Na cultura guineense não podem ser descuradas as manifestações de dois dos grupos étnicos com maior expressão, os Fula e os Balanta. Enquanto que os Fula se regem por um sistema económico e feudalista com uma organização fortemente hierárquica, os Balanta organizam-se em comunidades, não havendo diferenciação de classes, e possuem propriedades comunitárias.
Os povos animistas caracterizam-se pelas suas belas e coloridas coreografias. No dia a dia, estas fantásticas manifestações culturais podem ser observadas na altura das colheitas, dos casamentos, dos funerais e das cerimónias de iniciação.
O estilo musical mais importante do país é o gumbé. O Carnaval guineense é completamente original, com características próprias, tem evoluído bastante, constituindo uma das maiores manifestações culturais do País.
A cultura do país reflecte-se também na arte bijagó, arte fula, arte mandinga, arte nalú, cestaria, olaria, tecelagem e outros.
Nascida na Guiné-Bissau mas radicada em Portugal. Eneida mistura a sua notável voz com ritmos como o Gumbé, Tina, Singa, Djanbadon, Afro-beat e cantando em Mandinga, Fula, Crioulo, Futa-Fula e Português combina as raízes da sua origem com a vibracidade dos arranjos de Juca Delgado, um dos mais importantes produtores de música africana em Portugal. Juca desde cedo apostou no valor de Eneida e lhe proporcionou colaborações em trabalhos de conceituados artistas como Aliu Bari (pioneiro da música moderna guineense), Rui Mingas, Bonga, Manecas Costa, entre outros. Eneida também já fez duetos com nomes como Dulce Pontes, Uxia, Bonga, entre outros.
Com o disco "Amari" converteu-se numa nova referência musical e despertou o interesse de editoras como "Putumayo" (sediada nos EUA), "Club Star" (alemã) e "JPS Production" (francesa). Tanto assim que Eneida participou numa das compilações dedicadas à música das ex-colónias portuguesas em África, An Afro-Portuguese Odyssey (Putumayo 2002), com um tema do seu primeiro CD, "Na Bu Mons". Esta participação abriu-lhe as portas para o reconhecimento internacional da sua espectacular voz, colocando-a em posições de topo nos meios de comunicação social.
Eneida Marta esteve presente em inúmeros meios de comunicação social internacionais – inclusive no programa "Inside Africa" do canal de TV CNN Internacional
Em Janeiro de 2006 Eneida Marta apresentou o seu terceiro disco, "Lôpe Kai", editado pela Íris Music (França), a partir do qual se inicia a sua primeira grande tournée europeia - Tour Lôpe Kai 2006-2007.
Em Julho de 2005, Eneida ficou em primeiro lugar na categoria de World Music, num concurso que decorreu em Portugal, com a canção "Mindjer Dôlce Mel". Com este tema vencedor, que também está incluído na compilação "Acoustic Africa", da Putumayo World Music, gravou o seu terceiro videoclip.
O grupo musical guineense Super Mama Djombo foi formado nos anos 60, num acampamento de escuteiros em que o membro mais novo do grupo tinha 6 anos na altura.
“Mama Djombo” é o espírito protector que muitos combatentes apelavam durante a guerra de independência daquele país.
Em 1974, ano da independência de Guiné Bissau, o líder da banda, Adriano Atchutchi juntou-se ao grupo que canta, desde sempre, em crioulo guineense.
O primeiro álbum do grupo “Na cambança” foi lançado em 1980 e a canção “Pamparida” baseada num tema de música para crianças fez um grande sucesso na África Ocidental.
Sob o regime de João Bernardo Vieira, a banda já não teve apoios para actuar e acabou por se desestruturar em 1986. As suas canções, contudo, foram tema do filme “The blue eyes of Yunta” (Os Olhos Azuis de Yunta), de 1993, gravados com Adriano Atchutchi e os restantes membros da banda original.
Em 2012, os Super Mama Djombo juntaram-se com um novo membro e fizeram uma tour pela Europa: da banda original faziam parte o Zé Manel, Miguelinho N´Simba, Armando Vaz Pereira e Djon Motta, a que se juntou o novo membro Fernando Correia da banda “Freaky Sound”.
Nas matas da Guiné-Bissau há pessoas a cortar madeira contra a vontade das populações, um fenómeno recente que o ambientalista Bocar Seidi resume numa frase: "Estamos a assistir a um desastre ecológico". "Há uma destruição maciça da floresta" da Guiné-Bissau, afirma o jovem no meio das matas de Colbuia, uma aldeia do sul do país, na região de Quebo, já perto da Guiné-Equatorial.
No meio de uma estrada improvisada e com barulho de motosserras em fundo, nas matas de Colbuia, além de Seidi, há madeireiros a cortar todas as árvores de pau-sangue e há gente a carregar os toros de madeira em contentores.
"Fomos invadidos pelos projectos chineses, que de facto esta zona está a ser cortada de um lado para o outro", diz o jovem, que faz parte da associação ambientalista Adecol (de Colbuia). E de facto por todo o lado se vêem troncos de árvores prontos a serem transportados e restos do que já foi árvore pau-sangue, única madeira usada na Guiné-Bissau para fazer alfaias agrícolas.
O corte de madeira sem controlo começou no início do ano por todo o território da Guiné-Bissau, de acordo com as notícias que têm surgido repetidamente na imprensa. Notícias de desmatação descontrolada na região de Farim, leste, na região de Cacheu, a norte, na região de Bafatá, também a leste.
E desmatação descontrolada também a sul, nas matas de Colbuia, como constatou a Lusa. Bocar Seidi diz que o mesmo se passa nas localidades vizinhas de Cumbijã, Nhacuta ou Lenguel, e aponta o dedo a empresários chineses.
Até agora a floresta tinha sido preservada mas em Janeiro tudo mudou, conta, afiançando que dali já foram levados 32 contentores de madeira, cada um com 16 toneladas. Especialmente os jovens, adianta, reagiram contra, chegando a apreender motosserras e mandado para casa os madeireiros, a maior parte contratados na vizinha Guiné-Conacri.
"Podem matar-nos mas não vamos abandonar a floresta, estamos a lutar pela sobrevivência dos nossos filhos", diz pausadamente, acrescentando que toda a população está contra".
E queriam também uma reacção do Governo mas até agora nada, diz. A região é zona protegida e toda a população, garante, está contra o corte, incluindo os anciãos. Mas quando questionado se a culpa é dos chineses a resposta é pronta: "Os responsáveis não são os chineses, são os guineenses que pegaram no contrato e lho deram para fazer a devastação".
Alexandrinha de carvalho
sábado, 21 de junho de 2014
Cassandra “estou confiante, darei o melhor de mim”
Cassandra Taborda, 18 anos, 2º ano do Curso Profissional de Comércio e uma das mulheres mais bonitas da Guiné-Bissau é a Herdeira de Sónia Silva no Miss Globo Internacional.
O concurso é realizado pelo empresário Turco Rasim Aydin onde participam cerca de 100 países entre eles, a Guiné-Bissau.
Sónia Silva que neste mesmo concurso participou e ganhou o título de Melhor Traje Típico em 2012, foi encarregue pelo diretor do concurso para selecionar a candidata com o perfil ideal para representar a Guiné-Bissau.
A missão da Sónia era escolher uma candidata com uma boa aparência, humildade e a simplicidade para representar um país. Todas as candidatas eram muito bonitas e a escolha foi muito difícil.
Cassandra foi a escolhida, uma menina humilde que é caraterizada pelo seu sorriso bonito.
Feliz, Cassandra abordou o tema da seleção das candidatas “para mim foi uma grande surpresa quando ligaram-me a dizer que fui a escolhida, era algo que não estava a espera. É uma sensação maravilhosa representar o meu país num concurso como este, mas ao mesmo tempo é um pouco assustador imaginar a quantidade de pessoas que apostam e acreditam em mim”.
A menina simpática também mostrou-se confiante quando perguntado sobre os seus objetivos para este prestigiado concurso “penso que a confiança é a chave para alcançar todos os nossos objetivos. Estou confiante, darei o melhor de mim ou até muito mais para não dececionar os que confiam em mim e levar o nome da nossa querida Guiné mais além”.
Na próxima semana, Cassandra viajará para Turquia onde vai representar pela primeira vez na sua carreira a Guiné-Bissau num concurso internacional.
A Guiné-Bissau foi readmitida na União Africana (UA), da qual estava suspensa desde 2012, na sequência do golpe de Estado, afirmou hoje fonte daquela organização pan-africana.
Devido ao golpe militar de 12 de Abril de 2012, que retirou do poder Carlos Gomes Júnior, e o presidente interino, Raimundo Pereira, a Guiné-Bissau tinha sido suspensa da UA.
Este golpe aconteceu após um conflito militar em 2010 e uma tentativa de golpe de Estado falhada em 2011.
As eleições gerais de Abril e Maio deste ano, que contaram com a presença de observadores da UA, chefiados por Joaquim Chissano, ex-presidente moçambicano, para se certificaram da legalidade do processo, deram a vitória ao Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde PAIGC (PAIGC), sendo Domingos Simões Pereira o próximo primeiro-ministro.
Nas presidenciais venceu José Mário Vaz, candidato apoiado pelo PAIGC, que toma posse na segunda-feira.
Além da Guiné-Bissau, também o Egipto, cujo Governo foi empossado na terça-feira, foi readmitido na organização.
Com a admissão do Egipto e da Guiné-Bissau o único país da UA que ainda se encontra suspenso é a República Centro Africana após rebeldes da Séléka, uma coligação de partidos políticos e milícias que se opunham ao ex-presidente François Bozizé, tomarem a capital Bangui, e o poder, em Março de 2013.