| Misss Guiné-Bissau em cabo-Verde-2012/2013 |
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Tabanka Djazz apresenta seu novo disco durante um baile popular este sábado na Cidade da Praia

O grupo musical da Guiné-Bissau, Tabanka Djaz apresenta este sábado, 21, na Cidade da Praia, o seu novo disco intitulado “Depois do silêncio”, volvidos 11 anos sobre o lançamento do seu anterior trabalho discográfico.
Organizado pelo Grupo Hangar, o espectáculo denominado “Badju conjunto” (baile popular), vai ter a banda ao vivo e, segundo Jean Barbosa, que faz parte da organização, será realizado no espaço multiuso Hangar, em Achada Grande Trás.
“Os bilhetes que custam 1.000 escudos têm vendido bem, por isso esperamos ter casa cheia, porque apesar de ter actuado recentemente no Festival da Gamboa, o grupo não teve oportunidade de fazer bem a apresentação desse novo disco”, indicou Jean Barbosa sublinhando que o grupo chega hoje à Cidade da Praia depois de ter actuado na ilha do Sal.
“Silêncio”, “Foi assim”, “Guine”, “Bo d’zem”, “Meu segredo”, “Beijo di dispidida”, “N’foronta”, “Mancebo”, “Um strela”, são as nove faixas que compõem o novo disco dos Tabanka Djaz.
Com 25 anos de existência, o Tabanka Djaz que gravou o seu primeiro disco em 1990 “Tabanka”, é considerado um dos grupos de referência na história da música guineense, que alcançou a fama dentro e fora do país.
O grupo que teve muito êxito nos anos 1990, com passagem por Angola, Moçambique, Senegal, França, Luxemburgo, Holanda, Estados Unidos e Cabo Verde, editou outros dois álbuns, “Indimigo”, em 1993, e “Sperança”, em 1996, que vendeu 40 mil exemplares.
O último trabalho discográfico editado pelos Tabanka Djaz antes do “Depois do silêncio” foi “Sintimento” em 2002.
Alexandrinha de Carvalho
quinta-feira, 19 de junho de 2014
O que é nosso , é nosso!!!
domingo, 15 de junho de 2014
Vídeo de Tino Trimo, "Sacana de Merda"
Carro leitor, não ha nada mais bonito no mundo do que a nossa cultura.
E para representá-la , temos cá o vídeo de Tino Trimo
Aproveitem e comecem a semana com o ritmo quente de Bissau, " Sacana di Merda"
Alexandrinha de Carvalho
E para representá-la , temos cá o vídeo de Tino Trimo
Aproveitem e comecem a semana com o ritmo quente de Bissau, " Sacana di Merda"
Alexandrinha de Carvalho
sábado, 7 de junho de 2014
A Diva Guineense
“Willi Mansa”, o álbum de estreia da cantora guineense, teve já uma calorosa aceitação em Portugal, Alemanha, Espanha e França. Ammy Injay faz da música instrumento de uma "revolta construtiva" para o seu país.
“Willi Mansa significa: levanta chefe da aldeia, em crioulo régulo”, explica assim a jovem cantora guineense o nome do seu primeiro álbum.
| Capa do primeiro album discográfico de Aminata Injai |
Na canção com o mesmo nome, Ammy Injai faz um reconhecimento ao seu pai e aos seus antepassados. “Fiz questão de homenageá-los porque, para mim, os ensinamentos e palavras deles são sábios, nunca vão morrer”, conta.
s palavras sábias dos antepassados inspiraram Ammy Injai pela dedicação que entregou à produção deste CD de estreia, composto de dez temas.
São de destacar as canções que recuperam algumas das tradições musicais da Guiné-Bissau.
Agora a viver em Lisboa com a mãe, a cantora tem sido veículo dos sentimentos dos guineenses na diáspora, que seguem à distância as reviravoltas na vida política, económica e social na Guiné-Bissau.
Agora a viver em Lisboa com a mãe, a cantora tem sido veículo dos sentimentos dos guineenses na diáspora, que seguem à distância as reviravoltas na vida política, económica e social na Guiné-Bissau.
Na canção “Terra”, Ammy Injai faz um retrato do país natal, onde há miséria, os salários não são pagos a tempo e as escolas não funcionam em pleno. Ammy espera que a mensagem toque os corações dos guineenses.
“Cantei este tema, mostrando como é que eu quero que a Guiné seja, como quero que a Guiné se transforme. Porque eu sei que a Guiné merece, aproveitei para dizer aos governantes, aos filhos da Guiné que, com a Guiné no coração, vai ser um país de paz”, acredita a artista.
Assim como Ammy, vários músicos têm feito vários apelos para a mudança no país. Aspiram uma Guiné-Bissau em paz e a progredir num clima de estabilidade. Daí o refrão persistente que exorta à unidade e à reconciliação entre os guineenses.
A música expressa “uma revolta construtiva, no sentido de dizer para que construam a Guiné-Bissau”, esclarece a jovem artista.
Aminata, como era conhecida, foi descoberta por Juca Delgado, um dos ícones da música guineense, radicado em Portugal e promotor de jovens talentos.
A banda Guineense "Tabanka Djaz"
"Depois do silêncio", aí estão os "Tabanka Djaz"
11 anos depois do seu último disco, os "Tabanka Djaz" estão de regresso com um novo CD, intitulado “Depois do silêncio”. O álbum, apresentado em Lisboa, evoca num dos seus temas a terra natal, Guiné-Bissau.
| Num concerto que juntou europeus e Africanos , em Lisboa |
Existem praticamente 25 anos. É considerado um dos grupos de referência na história da música Guineense, que alcançou a fama dentro e fora do país. Os “Tabanka Djaz” acabam de lançar em Lisboa, Portugal, o seu novo trabalho, depois de onze anos de silêncio.
Durante este período, a Guiné-Bissau fez a travessia do deserto. A imagem do país ficou marcada por vários golpes de Estado e assassinatos de dirigentes políticos e chefias militares, entre outros.
O passado, o presente e o futuro ainda sombrios não deixam de inquietar os músicos, os fazedores de cultura guineenses, que através das suas canções e outras formas de arte exaltam com amargura, mas também com esperança, o desejo de ver renascer o país natal.
O passado, o presente e o futuro ainda sombrios não deixam de inquietar os músicos, os fazedores de cultura guineenses, que através das suas canções e outras formas de arte exaltam com amargura, mas também com esperança, o desejo de ver renascer o país natal.
Mikas Cabral não desmente este sentimento: "Nós olhamos a Guiné com muita tristeza, infelizmente a Guiné é uma sombra daquilo que foi. O país foi brilhante quando fez a luta de libertação, o pós-independência foi brilhante em termos de desenvolvimento."
Também a emigração compulsiva é algo que não agrada aos "Tabanka Djaz": "Sempre vivemos na Guiné-Bissau, mas por causa dos conflitos e desavenças entre os homens hoje temos que viver na Europa, não só para os "Tabanka Djaz", como para todos os guineenses que vivem longe da Guiné, é uma tristeza para todos nós."
Os "Tabanka Djaz" inspiraram-se nos costumes e tradições das aldeias e transportam para as suas canções as vivências dos guineenses, os seus sentimentos e sofrimentos, alegrias e tristezas.
Os "Tabanka Djaz" inspiraram-se nos costumes e tradições das aldeias e transportam para as suas canções as vivências dos guineenses, os seus sentimentos e sofrimentos, alegrias e tristezas.
Neste álbum cantam uma outra Guiné-Bissau, de esperança, que procura esquecer o passado, enaltecendo o que há de positivo: "Nós normalmente nos albuns anteriores criticavamos os políticos, desta vez cantamos de forma mais alegre, falamos de nós que estamos aqui e que somos emigrantes."
| capa do seu novo CD, intitulado" Depois do Silêncio Uma tabanka mais sólida |
Agora com mais maturidade, a banda quer levar este novo álbum para outras latitudes geográficas, para marcar os seus 25 anos de carreira: "Vamos sempre aprendendo, então temos neste álbum toda essa experiência de 25 anos de carreira, sempre coladinhos à nossa Guiné."
Mikas Cabral espera encontrar uma oportunidade para a apresentação do CD também em Bissau.
E quem sabe um dia seja possível materializar uma ideia ainda tímida, no sentido de juntarem vários músicos guineenses num grande concerto pela reconciliação e estabilidade na Guiné-Bissau.
Depois de Portugal, os "Tabanka Djaz" já têm agendado para 2014 uma "tournée" por alguns países europeus, bem como atuações em Moçambique, Cabo Verde e, possivelmente, Angola.
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